Como guardar o coração se nem sequer o conhecemos? Confesso que já fiz esta pergunta algumas vezes. Outra, muito parecida com esta é: pode alguém conhecer o seu próprio coração? Talvez o versículo seguinte; de provérbios quatro, seja uma pista para respondermos a estas perguntas: “Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios.” (Pv 4.24)

Estou convencido de que o coração se torna conhecido através das palavras que proferimos.

Analisemos este texto: “Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração”. (Mt 12.33)

Se a boca fala daquilo que o coração está cheio, podemos então afirmar que o coração é conhecido através das palavras que pronunciamos.

Com a boca podemos abençoar e também amaldiçoar. A linguagem é talvez a maior expressão que assemelha a criatura ao Criador, fazendo sentido a expressão: criado a imagem e semelhança de Deus.

Abaixo está relacionado alguns pecados que cometemos com a língua e, ao lado de cada pecado, um tipo de coração.

1- Falar demais (muito) – revela um coração inquieto (Pv 10.19)

2- Palavras vãs revelam um coração leviano (Mt 12.36)

3- A fofoca aponta um coração perverso – Le 19.16 –

4- A murmuração denuncia um coração ingrato (I Co 10)

5- A mentira encobre um coração soberbo  (Pv 6.16-19)

6- A bajulação é resultado de um coração político, interesseiro e fingido (Sl 12.13)

7- Um coração irado e ansioso fala precipitadamente (Pv 29.20)

8- Um coração covarde e incrédulo fala contrariando a palavra de Deus (Nm 13.30)

O que sai da nossa boca vem do nosso coração! Talvez por esta razão o que sai da boca do homem possui poderes que estão além da nossa compreensão. “O que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem.” (Mt 15.18)

Antes de usar esta luz para avaliar os corações daqueles que fazem parte do seu relacionamento, sugiro que ouça a si mesmo e descubra como está o teu coração.

Ouça as sua palavras, aquilo que está saindo de você e descubra como anda seu espírito.

Lembre-se: “porque se nós julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (I Co 11:31)

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