Após algumas reflexões, o sábio em Eclesiastes declara que o melhor é serem dois (Ec. 4:9-12). Não é pecado ser um, mais dois é melhor que um. Dois em todos os segmentos da vida. Talvez por este motivo Jesus enviou de dois em dois (Lc. 10:1) e dez afirmações fortes quando dois ou três reuniam-se em seu nome (Mt. 18:18-20).

Quando inciei o meu ministério eu estava só. O modelo que eu conhecia e pratiquei era o de “um único homem – Pastor”. Com este pastor ficava a responsabilidade de pastorear todo o rebanho do Senhor Jesus dentro de uma congregação.

Graças a Deus, com o passar dos anos, pude aprender por intermédio de alguns irmãos mais maduros que a pluralidade no pastoreio da Igreja era a vontade de Deus para os seus ministros. (Veja também: O que é um presbítero?)

A pergunta de Jetro a Moisés poderia ser feita hoje para vários líderes: “Por que te assentas só?” (Ex. 18:14).

O que significa para nós essa pergunta? Quando coisas do seu ministério você decide sozinho? Você sem se assentado com alguém para compartilhar suas decisões ministeriais e até de cunho pessoal?

Deus já manifestou sua visão sobre o homem solitário: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn. 2:18).

Às vezes estamos cercados de pessoas e ao mesmo tempo sozinhos. Como você avalia esta verdade na sua vida?

“O solitário busca o seu próprio interesse e insurge-se contra a verdadeira sabedoria” (Pv. 18:1).

O texto de Eclesiastes 4:9-12, ao nos ensinar que dois é melhor que um, traz algumas verdades sobre a pluralidade:

Na pluralidade há proteção: “Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”.

Na pluralidade há restauração de vida e ministério: “Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante”.

Na pluralidade há alento e mutuamente nos aquecemos no “inverno”: “Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”

Na pluralidade há variedade de dons e serviços: “porque têm melhor paga do seu trabalho…” (I Co. 1:12; Ef. 4:11-16).

Tanto no ministério terreno do Senhor Jesus, quanto na obra realizada pelo Espírito Santo no livro de Atos, encontramos o relacionamento ministerial sendo definido de dois em dois (Lc. 10:1; At. 13:1,2).

Nós conhecemos algumas duplas como: Paulo e Barnabé, Paulo e Silas, Barnabé e João Marcos, Pedro e João, etc.

Estou convicto que o companheirismo vincula o Corpo de Cristo. Dois é melhor que um.

Sérgio Franco ><>
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Extraído e adaptado do livro Plenitude